DA REDAÇÃO
Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática é o título da 36ª Bienal de São Paulo, inspirada no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo. Com curadoria geral do Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, tem como equipe os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus. O projeto arquitetônico e expositivo é assinado por Gisele de Paula e Tiago Guimarães.
A proposta da mostra é repensar a humanidade como prática viva, reimaginando as relações e assimetrias do mundo. Essa reflexão sugere que a humanidade se una e se transforme através da escuta atenta, do respeito e acolhimento das diferenças entre os seres e da reconexão com a natureza como bases para a convivência. Tendo como guia a metáfora do estuário, local onde diversas correntes d’água se encontram e coexistem no mesmo espaço, a exposição sugere, assim, a convergência de diferentes populações, culturas e saberes que atravessam o globo.
O programa público da Bienal se iniciou em novembro de 2024 com experiências realizadas nas localidades de Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio, chamadas Invocações. Essas vivências transportaram histórias, idiomas, estéticas e ritmos, que perpassaram o fluxo de oceanos e fronteiras, e agora conectam-se e dialogam com paisagens e mitologias brasileiras, refletindo a multiplicidade dos encontros entre povos que marcaram a história do Brasil.
A equipe curatorial se inspirou nas rotas migratórias dos pássaros que cruzam territórios e continentes para definir e organizar as 125 participações da exposição. Artistas individuais e coletivos de várias partes do mundo exploram linguagens diversas, como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas. Destas, 120 ocupam o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, organizadas em três eixos curatoriais e seis capítulos, enquanto outras cinco integram o programa Afluentes, realizado na Casa do Povo sob curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay.
A mostra de filmes Fluxos de imagens / Imaginários, que também faz parte do Afluentes, está prevista para acontecer em dois países e foi desenvolvida em parceria com a Cinémathèque Afrique. Além do auditório do pavilhão, as sessões serão apresentadas no La Friche la Belle de Mai, em Marselha, como parte da Temporada França-Brasil. Conjugações é a programação pública com debates, performances e encontros, muitos deles realizados em parceria com instituições de diferentes continentes.
Outro destaque desta edição é o projeto inédito Aparições, que utilizará tecnologia de realidade aumentada, apresentando fragmentos, extensões e ecos das obras da Bienal no Parque Ibirapuera e em locais específicos ao redor do mundo, escolhidos pelos próprios participantes, como as margens do Rio Congo, a fronteira entre México e Estados Unidos, parques urbanos de São Paulo ou cidades na África e na Ásia. A parceria com a plataforma WAVA permitirá aos visitantes acessar os trabalhos pelo aplicativo quando estiverem nos locais determinados, criando uma experiência sensorial e globalmente acessível.
Quatro publicações educativas compõem o programa editorial desta edição, correalizadas com o The Center for Art, Research and Alliances (CARA). As publicações dedicadas a cada Invocação contam pela primeira vez com distribuição internacional. No Brasil, são gratuitas e direcionadas a professores e educadores.
A 36ª edição da Bienal de São Paulo estará aberta ao público entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, com programação pública global e experiências expandidas dentro e fora do pavilhão.
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung | Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza | Cocuradora at large: Keyna Eleison | Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
Até 11 de janeiro de 2026
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Av. Pedro Álvares Cabral, s.n. | Parque Ibirapuera | Portão 3 | São Paulo, SP
De terça a sexta, das 10h às 18h (última entrada às 17h30)
Sábados, das 10h às 19h (última entrada às 18h30)
Domingos, das 10h às 18h (última entrada às 17h30)
Fechado às segundas
Entrada gratuita



