Integrante da primeira geração construtivista brasileira, sem estar ligado especificamente a nenhum grupo da época, como o Grupo Frente ou o Atelier Abstração, Paiva Brasil desenvolveu, ao longo de 65 anos, um trabalho independente mas de importância reconhecida. É essa trajetória que a exposição Paiva Brasil: Percurso exibe no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.
O público terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse artista que maneja com igual destreza a cor e a forma, produzindo obras de forte apelo visual. Com um trabalho gráfico em que o número 5, ressignificado na série “Homage” ao 5 (1968), passa a figurar como “elaboração geométrica”, segundo o curador Luiz Chrysostomo, Paiva Brasil se firma como representante de uma tradição construtivista nacional que inovou sem perder o rigor.
No final do anos 1970 e início dos 1980, foi a vez da letra A ser transmutada em objeto de arte, “introduzir uma nova poética” e ganhar destaque em suas composições. Sobressaem-se também as estruturas em madeira, como as esculturas no centro da sala ou presas à parede, que são encaixes móveis e articulados permitindo diferentes maneiras de exibição. É importante ressaltar que Brasil, com total domínio das técnicas de marcenaria, é o próprio artesão de suas peças, dispensando terceirizações.
Em cartaz até 27 de outubro, a exposição confirma a coerência conceitual mantida pelo artista ao longo de tantos anos. Os trabalhos mais recentes promovem uma espécie de síntese de sua obra, coroando uma carreira que não perdeu sua potência estética.
Paiva Brasil: Percurso
Curadoria de Luiz Chrysostomo
Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro
De terça a sexta, das 12h às 19h
Sábados e domingos, das 12h às 18h
Até 27 de outubro de 2019
Entrada Gratuita
Classificação livre












