Luiz Alphonsus

1948 – Belo Horizonte – MG

Luiz Alphonsus é um artista representativo da década de 1970. O começo de sua carreira em Brasília determina a forte ligação de sua produção com a paisagem e a fotografia. Filho de Alphonsus de Guimarães Filho, inicia seu percurso artístico na capital e, posteriormente, radica-se no Rio de Janeiro.

Apresenta seu trabalho pela primeira vez em 1969, no Salão da Bússola. Em 1971 recebe o prêmio de pesquisa pela instalação Dedicado à Paisagem de Nosso Planeta, que é remontada em 1998, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Ainda na década de 1970, inicia sua pesquisa sobre o tempo e representa o Brasil na 9ª Bienal de Paris com o audiovisual Natureza ou Besame Mucho e o filme Rio de Janeiro – Brasil. Realiza a exposição individual Coração, em 1977, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Na década de 1980, lança o livro fotográfico Bares Cariocas, editado e publicado pela Funarte. Acrescenta o vídeo aos suportes que estruturavam seu trabalho, como pintura, fotografia, desenho, instalação e cinema. Exibe os resultados em exposições como Edições (1984), Rio Halley-vídeo instalação (1986), Rio de Janeiro – Linha do Céu (1987), todas realizadas na Petite Galeria. Em 1991, expõe a instalação O Observador e o Passante, no MAM-RJ, apresentada no ano seguinte em nova versão na Casa de Estudos Brasileiros de Moçambique e em Angola. Na metade dos anos 1990, retoma pesquisa sobre o tempo e expõe o trabalho na individual Infinitas Imagens do Tempo, no biênio 1994/1995, no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Entre 1993 e 1998, dirige a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, também no Rio de Janeiro. Suas obras são expostas em mostras no Brasil e no exterior e integram a Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM-RJ.

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