Luminescências cromáticas

[vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Por Valesca Veiga[/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text]O interesse pelo trabalho experimental fez Ana Freitas percorrer suportes tão diversos quanto fotografia, cerâmica, livro-objeto e, atualmente, pintura. Tendo o desenho como fio condutor dos processos, a artista constrói sua poética pelo viés de intensa pesquisa e curiosidade científica sobre materiais e formas, incluindo, nos últimos três anos, o estudo das cores, da transparência e suas combinações.

 

 

Para a individual Croma, na galeria Quadra, Ana apresenta um conjunto de produções que foge dos padrões da pintura convencional. Chapas de polietileno transparente são lixadas, trabalhadas uma a uma, com o intuito de atingir a exata relação entre opacidade e translucidez necessária à posterior aplicação da cor. Os pincéis saem de cena e dão lugar a estopas, esponjas e outras ferramentas que conduzem a tinta ao seu lugar. Camadas de cores são aplicadas na frente e no verso das placas porosas para chegarem à tonalidade esperada. Os pigmentos, que parecem ter sido combinados em um único plano, se mesclam numa interpenetração visual, que não acontece fisicamente já que as duas faces, apesar de sobrepostas, estão separadas pela lâmina plástica.

 

 

Ana apresenta um conjunto de produções que foge dos padrões da pintura convencional. Chapas de polietileno transparente são lixadas, trabalhadas uma a uma, com o intuito de atingir a exata relação entre opacidade e translucidez necessária à posterior aplicação da cor

 

 

A presença do geometrismo é inequívoca em todo o seu percurso de pesquisa, desde os estudos das formas pelo desenho, passando pelos fotogramas até a pintura. Um caderno de desenhos e projetos com folhas transparentes, que começou como registros de estudos da geometria, acabou por concentrar grande parte do pensamento da artista em relação ao seu processo experimental, sendo também fonte de inspiração para a investigação recente.

 

 

Alterando a dualidade frente e verso em algumas criações, Ana compõe dois trabalhos em uma única obra, tendo as faces diferentes entre si, podendo ser vistas tanto de um lado ou como de outro. As cores, que interagem entre as superfícies, modificam-se de acordo com a incidência de luz através do suporte translúcido. A construção de seus “poemas visuais”, como define a artista, nos remete ao filósofo Gaston Bachelard, no livro A Poética do Espaço, quando caracteriza o pintor como um produtor de luzes, que sabe bem de que foco parte a iluminação. A produção pictórica de Ana Freitas acaba por revelar, na emissão de cor e luminosidade, uma ilusória percepção de plano tridimensional, que só existe em nosso olhar.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_column_text]

Croma

Ana Freitas
Curadoria de André Sheik
Quadra Arte
Rua Dias Ferreira, 175 – Leblon – Rio de Janeiro
De segunda a sexta-feira, das 12h às 19h
Até 18 de outubro de 2018
Entrada gratuita
Classificação livre
www.quadra.me[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/4″][/vc_column][vc_column width=”1/2″][vc_images_carousel images=”2197,2195,2193,2192,2191,2190,2188,2187,1973″ img_size=”full”][/vc_column][vc_column width=”1/4″][/vc_column][/vc_row]